China no Brasil digital: a chegada da Tencent

China no Brasil digital: a chegada da Tencent

(Por Paola Carvalho*) – A Tencent, empresa chinesa atuante na área de redes sociais e games, é considera uma das maiores empresas de internet do mundo, junto com Google, Amazon, Alibaba e Ebay, avaliada em 365 bilhões de dólares. É dona do WeChat, espécie de WhatsApp chinês, usado por mais de 1 bilhão de pessoas atualmente; também da Riot, produtora do jogo de sucesso League of Legends; e ainda do WePay, um dos serviços de pagamentos móveis mais populares do mundo. Tem participações em uma série de companhias, como a norte-americana de automóveis e energia Tesla, do visionário Elon Musk.

Pode parecer que está distante de nós brasileiros, mas a Tencent acaba de chegar ao Brasil. Anunciou investimento de 180 milhões de dólares no Nubank, passando a ter uma fatia de 5% do banco digital conhecido pelo seu cartão de crédito roxo.

Se já estávamos acostumados a ler “made in china” em grande parte das peças que encontramos nas prateleiras daqui, considere que existe uma outra gigante parcela de produtos digitais na “nuvem” onde o selo chinês é “invisível”. O avanço de negócios chineses no Brasil assusta pela sua potência ainda não claramente mensurada e, não tão aos poucos, transforma o mercado brasileiro. A entrada da Tencent no Nubank (agora avaliado pelo mercado em 4 bilhões de dólares) é mais um sinal do crescente interesse de gigantes chinesas de tecnologia por startups do país.

Outro exemplo é a aquisição da 99, concorrente da Uber, pela Didi Chuxing, que deu ao Brasil o seu primeiro unicórnio (startup com avaliação superior e 1 bilhão de dólares).

O presidente executivo do Nubank, David Vélez, disse em comunicado à imprensa que a empresa não “precisava de mais capital neste momento”. Afirmou que como o objetivo é expandir cada vez mais o alcance e “ter um produto para cada brasileiro”, o que espera é aprender com a experiência da Tencent na China.

A troca de conhecimento faz todo o sentido. Mudanças que já estão maduras por lá ainda não aconteceram aqui, como toda a revolução na área de pagamentos. Muitas oportunidades.

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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