Rappi: Comodidade que vira negócio (e unicórnio)

Rappi: comodidade que vira negócio (e unicórnio)

(Por Paola Carvalho*)- Em um primeiro momento você pode entender que a Rappi é – apenas – um serviço de logística que entrega “qualquer coisa” (existe essa categoria entre os serviços oferecidos). Mais do que isso, ela quer ser a sua assistente pessoal. Pelo aplicativo, ou seja, pelo seu celular, é possível solicitar que um motoboy compre algo para você e te entregue em mãos, pagar a conta do restaurante, contratar uma diarista, autenticar um documento no cartório, habilitar um patinete compartilhado e até sacar dinheiro. Sim, alguém te entrega o dinheiro no local e horário que preferir.

A startup (empresa de base tecnológica com produto escalável) colombiana chegou ao Brasil em julho de 2017 e, em Belo Horizonte, abril de 2018. Por aqui, o seu número de usuários vem registrando crescimento mensal entre 30% e 50%, desde que Diogo Cordeiro assumiu o cargo de diretor regional. Está presente em mais de 15 cidades brasileiras e quer dobrar esse número neste ano. Em entrevista exclusiva ao Estado de Minas, Diogo disse que a intenção é chegar em polos de Minas Gerais, como Triângulo Mineiro e Zona da Mata.

Em 2016, a empresa foi acelerada pela Y Combinator, a mais importante incubadora de startups do mundo. No início de 2018, recebeu um aporte de US$ 185 milhões, o que permitiu a sua expansão no Brasil e na América Latina; em setembro deste ano recebeu um novo aporte, desta vez US$ 220 milhões, se tornando um unicórnio latino-americano (startup com valor de mercado avaliado em mais de US$ 1 bilhão). Além da Colômbia e Brasil, a Rappi está presente no México, Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

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