Não seja um; seja polímata. Sabe o que é?

Não seja um; seja polímata. Sabe o que é?

Foto: Martin Sanchez/Unsplash

(Por Paola Carvalho*) – Leonardo da Vinci (1452-1519) foi um polímata: pintor, escultor, arquiteto, engenheiro, químico, botânico, geólogo, cartógrafo, físico, mecânico, entre outras atividades. No Brasil, uma referência é Ruy Barbosa (1849-1923): jurista, advogado, político, diplomata, escritor, jornalista, tradutor, orador. A expressão se refere a quem possui conhecimentos em diferentes áreas. Na história, o termo já foi usado para descrever uma pessoa bem educada, com capacidades ilimitadas; e também para criticar filósofos, poetas e historiadores, atacando que a pluralidade resultava em argumentos superficiais.

A indústria 4.0, ou a quarta revolução industrial, trouxe um novo significado. Em tempos de internet das coisas, inteligência artificial, robótica, nanotecnologia, cada vez mais as pessoas estão entendendo a necessidade de dominar diferentes áreas para se destacar no ambiente profissional, para empreender. A Google só tem 20 anos; o WhatsApp, 9; e, hoje, impossível pensar em uma vida sem buscar alguma informação e se comunicar sem eles. Será assim – se já não é – com tantas outras tecnologias “invisíveis”. Carregamos a inovação com a gente o tempo todo e, portanto, precisamos nos preparar para fazer atividades que nem sequer ainda existem.

Se você está inserido neste contexto, mesmo que de forma inconsciente, pode ser difícil acertar a resposta para alguém que pergunta: “O que você faz?”, “Com o quê você trabalha?”, ou até “Qual é o seu serviço?”. Se antes o título de médico, advogado ou engenheiro resumia a vida, agora não mais. O único cargo do crachá é limitador. Aliás, é mesmo preciso um crachá pendurado no seu pescoço – do momento que você “bate o ponto” até a comemoração da saída – atestando quem é você na hierarquia do negócio? Assumir a nova versão do polímata pode ser o seu diferencial. Seja um constante aprendiz.

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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