P7 Criativo: 25 andares para a criatividade na Praça Sete, coração de BH

25 andares para a criatividade na Praça Sete

Praça Sete (BH): o P7 será no prédio à direita – Foto: Divulgação

Assessoria de imprensa P7 – Apesar de estar em uma das esquinas mais importantes da cidade, bem ba Praça Sete, coração de Belo Horizonte, poucas pessoas sabem que o prédio da foto acima (à direita) foi projetado por Oscar Niemeyer, em 1953. O edifício foi vanguarda uma vez, quando construído com seu estilo modernista, e agora se torna vanguarda pela segunda vez, abrigando um projeto ousado, ligado à nova economia: o P7 Criativo. São 17 mil metros quadrados, distribuídos em 25 andares. A restauração terá um custo de R$ 45,7 milhões de reais, sendo R$ 28,5 milhões pela CODEMGE e R$ 17,2 milhões pelo BNDES. A duração prevista para a obra é de 15 meses.

Como o edifício é tombado, toda a obra está sendo acompanhada por técnicos do IEPHA. Um esforço importante está sendo feito para preservar ao máximo os acabamentos originais, como o piso em tacos de peroba, que estão sendo cuidadosamente retirados e serão restaurados, paredes em pedra Lioz, painéis de tilojos de vidro, revestimentos internos de banheiros, guarda-corpo da cobertura, pastilhas cerâmicas que revestem a casa de máquinas e outros acabamentos instalados ainda na década de 1950.

Também vai passar por um cuidado especial um painel artístico localizado no 24º andar, de autoria do pintor, desenhista e muralista Mário Silésio, que foi discípulo de Guignard e se notabilizou justamente pelas obras em edifícios públicos, algumas delas em Belo Horizonte. O painel passará por um restauro completo.

A estrutura da nova sede vai contar com o Memorial da Praça Sete, espaço de cultura e história aberto a toda a população, terá a primeira biblioteca pública virtual de Minas Gerais, um restaurante com vista panorâmica para toda a cidade, também aberto ao público, além de espaços de coworking, salas multiuso, centro de pós-produção audiovisual, auditório, laboratório aberto para experimentação e prototipação de produtos, além de 11 andares disponíveis para empresas da indústria criativa – pequenas, médias e grandes.

P7 Criativo

Criado para projetar Minas Gerais no cenário da indústria criativa no Brasil e no mundo, o P7 tem a proposta de alavancar novos negócios, gerar mais emprego e renda, além de incentivar a inovação no Estado.

Para cumprir a missão de promover negócios que têm a criatividade, a inovação e o conhecimento com ingredientes fundamentais para a geração de valor, o P7 está criando uma comunidade ativa de empresas, empreendedores e profissionais de área como audiovisual, moda, software e tecnologia da informação, design, comunicação, arquitetura, games, música, pesquisa e desenvolvimento, arte, cultura e gastronomia.

Nesse ambiente diverso, o P7 age como um facilitador, criando sinergia entre empresas, estimulando a inovação e as interações entre profissionais. Oferece também capacitação empresarial, acesso a programas de apoio e mecanismos de financiamento, assessoria em captação de recursos, estudos e pesquisas de mercado, além de uma estrutura de ponta para sediar empresas e projetos. O objetivo é agregar competitividade e eficiência para os negócios conectados ao P7.

Impactos na economia mineira

O Brasil está entre os países que mais produzem negócios criativos e Minas Gerais é um dos estados com forte participação nesse mercado. Os estudos de viabilidade realizados indicam que, quando em pleno funcionamento na sede definitiva, o P7 terá um impacto significativo na economia do estado, como mostram os dados a seguir:

1.625 empregos diretos
8.125 empregos indiretos
R$ 113,2 milhões de movimentação econômica anual
112 empresas de pequeno porte
25 empresas de médio porte
10 empresas de grande porte

Fase piloto

O P7 Criativo já está em atividade, em fase piloto, na Av. Afonso Pena 4.000, no Bairro Cruzeiro. Essa estratégia vai garantir que, quando as obras na Praça Sete estiverem concluídas, já esteja formada uma comunidade forte e desenvolvido um modelo de trabalho para ocupar a nova sede e torná-la produtiva em um curto espaço de tempo. Atualmente, 29 empresas já estão instaladas no P7, ocupando 92 estações de trabalho.

Fundado em 2016 como associação sem fins lucrativos, o P7 Criativo é o resultado de uma articulação institucional pioneira entre a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas), a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), a Fundação João Pinheiro e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sedectes).

Dentre os residentes do atual P7 está a ZUP, que futuramente será uma empresa âncora da nova sede, trazendo 120 pessoas para o espaço. A startup, que nasceu em Uberlândia, tem a premissa de inserir empresas tradicionais no mundo digital e tecnológico, com qualidade e baixo custo. A palestrante Alessandra Alkmin, que também é membro do Movimento Minas 2032 e presidente do Conselho da Mulher Empreendedora na ACMinas, é outra empreendedora que já está baseada no P7 desde 2017.

“A iniciativa do P7 foi fundamental para a Zup se estabelecer em Belo Horizonte. É um espaço que traz um conceito despojado, com área de convivência e espaços para compartilhar ideias. A infraestrutura é de primeiro mundo, com acesso à internet de alta velocidade, a um prédio muito bem estruturado, muito dinâmico e muito flexível”, conta Júlio Souza, executivo da Zup.

A futura sede, andar por andar

Um conjunto de atividades de fomento, capacitação, experimentação e relacionamento vão acontecer diariamente no P7 quanto o projeto estiver em plena atividade, além das inúmeras empresas de pequeno, médio e grandes portes que estarão sediadas no espaço. Veja como está prevista a ocupação do prédio:

Biblioteca – Imagem: Divulgação

Térreo – Recepção

2º andar – Atividade comercial

3º andar – Memorial Praça Sete: Todo o andar será dedicado ao Memorial, que vai resgatar a história do prédio, da Praça Sete da cidade de Belo Horizonte. O espaço será aberto à visitação.

4º ao 7º andares – Espaços de coworking e incubadoras

8º andar – Laboratório aberto: Espaço dedicado à experimentação e criação, com equipamentos especializados.

9º andar – Biblioteca pública: Com um acervo especializado em temas relacionados à indústria criativa, e foco em obras digitais.

10º andar – Observatório da Economia Criativa da Fundação João Pinheiro: O Observatório vai levantar dados, sistematizar e agregar informações relevantes sobre o setor da Economia Criativa em Minas Gerais.

11º ao 15º andares – Empresas âncoras: Serão as maiores empresas sediadas no P7, e são importantes na estratégia de gerar conexões entre as grandes, médias e pequenas empresas.

16º andar – Centro de Pós Produção Audiovisual: Centro com equipamentos de ponta para finalização de produtos audiovisuais, uma necessidade do setor em Minas.

17º andar – Administração e centro de serviços compartilhados

18º ao 22º andares – Empresas âncoras

23º andar – Espaço multiuso e salas de reunião: Serão utilizados pelas empresas e profissionais residentes e por eventos parceiros. Vão trazer um público flutuante importante para o espaço.

24º andar – Auditório

25º andar – Restaurante e terraço: Restaurante panorâmico aberto à cidade, vai estar localizado aqui neste espaço em que estamos agora.

3 Comentários

Junte se a nós e deixe seu comentário.

Victor Sérgioresponder
maio 11 at 03:05 PM

Bela iniciativa, pena que as planilhas de serviços estão com sobrepreços! O Estado passando dificuldades financeiras e colocando no mercado um contrato superfaturado!! Cadê os órgãos de controle?!?

Laércio Silva Portoresponder
maio 11 at 06:05 PM

A licitação terá transparência?

maio 16 at 09:05 AM

“infra-estrutura de primeiro mundo” rsrs parece meu avô falando…

Escreva um comentário...

X