Relatório aponta que indústria da moda precisa de práticas sustentáveis

Relatório aponta que indústria da moda precisa de práticas sustentáveis

Foto: Kris Atomic/Unsplash

(Por Paola Carvalho*) – A indústria da moda, para muito além das passarelas, precisa de um novo foco: considerar e transformar o impacto social de suas atividades, das práticas extrativistas para a produção da matéria-prima até o descarte de suas peças, passando pela ética na contratação de mão-de-obra. O relatório Pulse of The Fashion Industry 2018 mostra que adoção de práticas sustentáveis são melhorias incrementais e não suficientes. É preciso uma revolução.

A luz deve ser jogada sobre inovações disruptivas, incluindo novos modelos de negócios, novas organizações de trabalho e tecnologia. Na prática, estamos falando, por exemplo, de fibras não convencionais feitas com alga, couro criado por bioengenharia, processos de fabricação sem o uso de químicos, sistemas de mapeamento e rastreamento, tecnologias óticas para facilitar a reciclagem em escala.

Casos de sucesso não são raros: a Adidas vendeu 1 milhão de tênis feitos de plástico retirado dos oceanos em 2017.

As projeções assustam. Até 2030, informa o relatório, a população global consumirá 102 milhões de toneladas de roupas por ano, um aumento de 63% em relação ao ano passado; o uso de água na indústria deve crescer 50%, o de energia e emissões de CO2, 60%.

Se pensarmos que a população mundial já consome 1,7 vez do que a Terra produz, reduzir drasticamente o impacto de atividades produtivas é essencial para garantir, ou sustentar, os negócios.

Para quem acredita que a transformação é boa (apenas) para marketing e engajamento, vale ressaltar que o relatório conclui ainda que melhorar a performance ambiental e social de uma marca provoca a redução de perdas e o aumento da lucratividade.

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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