Mais robôs do que humanos no ambiente de trabalho em 2025

Mais robôs do que humanos no trabalho em 2025

Foto: Andy Kelly/Splash

Robôs farão mais tarefas nos locais de trabalho do que os humanos em 2025, segundo um estudo publicado nesta semana pelo Fórum Econômico Mundial, fundação com sede em Genebra. A relação das atividades feitas por máquinas e algoritmos versus humanos crescerá da relação 29% x 71% atual para 42% x 58% no mesmo período.

E a notícia tem o seu lado bom. Por um lado, a previsão é que, até 2022, 75 milhões de empregos serão suprimidos, como os existentes em fábricas de montagem, centros de atendimento ao cliente, serviços postais e secretariado. Por outro lado, seriam criados outros 133 milhões de postos, especialmente relacionados com a revolução digital, em áreas como inteligência artificial, tratamento de dados e biotecnologia.

Quase metade das empresas preveem para 2022 uma redução do número de funcionários em tempo integral em função da automatização. Os impactos concretos para os trabalhadores, atesta a pesquisa, são difíceis de prever, mas os pesquisadores antecipam uma “enorme perturbação na mão de obra mundial, com mudanças importantes na qualidade, localização, formato e permanência nas funções”. A escassez de qualificação é preocupante nos setores de tecnologia da informação e comunicação, serviços financeiros, além de mineração e metais, nichos com forte peso na economia mineira.

A pesquisa ouviu empresas de 12 setores em 20 economias desenvolvidas e emergentes, representando cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial. Sem dúvida alguma, os novos governantes e legisladores, de Minas Gerais e do Brasil, precisam olhar para futuro do trabalho e das organizações por meio de novas lentes. Repetir discursos e manter “rótulos” não nos prepararão para uma sociedade formada por humanos e robôs.

O atraso brasileiro neste sentido já ameaça a competitividade das empresas. O país tem 10 robôs a cada 10 mil trabalhadores, quando a média global é de 74, de acordo com a IFR (Federação Internacional de Robótica, na sigla em inglês). O Brasil ocupa a 39ª posição em um ranking de 44 países que mais usam tecnologia. A liderança é da Coreia do Sul, com 631 robôs por 10 mil trabalhadores, seguida por Singapura (488) e Alemanha (309).

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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