Love Economy: movimento quer mudar tom de ganância do capitalismo

Love Economy: movimento quer mudar tom de ganância do capitalismo

Empresas começam a construir os seus modelos de negócios com base na inclusão, impacto na comunidade e redistribuição de recursos, criando uma prosperidade compartilhada e durável para todos. Os objetivos deixam de ser uma estratégia dos departamentos de marketing, ou até mesmo a realização de uma contrapartida imposta, como normalmente acontece em uma grande corporação tradicional. Empreendimentos nativos-digitais nascem a partir desses propósitos e assim reforça a Love Economy (a Economia do Amor), conceito que vem alcançando diferentes regiões do globo.

A Economia do Amor é um movimento, recém-iniciado em Nova York. Impulsionado por uma comunidade de empreendedores, engloba criadores de mudanças sociais positivas, artistas e consumidores conscientes comprometidos em mudar o capitalismo de uma “força de ganância” para uma “força de amor”. Seria um movimento liderado pelo coração, a partir de uma conexão profunda consigo mesmo, com os outros e com os recursos que a Terra provém.

Não é só o empreendedor que integra-se à Love Economy. O consumidor participa da Economia do Amor quando toma a sua decisão de compra é baseada em saber de onde os produtos são originados, como são feitos, como são devolvidos para a natureza e quem se beneficia. Qualquer pessoa pode colocar o seu dinheiro onde os seus valores podem sustentar essa economia.

As casas de Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e outras cidades, nos últimos três anos, podemos identificar por exemplo um fenômeno não orquestrado, o da criação de uma série de “casas” – com todo o conceito de Love Economy já enraizado no próprio significado da palavra. São espaços compartilhados que reúnem empreendedores locais que comungam os mesmos valores e expõem os seus produtos autorais. Por aqui, estão em diferentes endereços da cidade: Casa Horta, Casa Fresca, Casa Juta e Guaja.

Não precisamos ficar nos exemplos de pequeno porte. O banco holandês Triodos, com a missão de fazer com que o dinheiro funcione para mudanças sociais, ambientais e culturais, conta hoje com mais de 700 mil clientes e é referência no mundo.

Quando se fala em profissões do futuro, interessante observar que o “Especialista em Love Economy” está na lista. A demanda surge da necessidade das empresas tornarem-se mais humanas e empáticas, éticas e sustentáveis. Nada mais é do que o profissional que fala abertamente sobre o amor como um pilar de força dentro da organização, busca formas de valorizar cada vez mais as relações e o cuidado dentro dos negócios, cria e implementa iniciativas, produtos e serviços que despertam emoções e afeto.

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