Lagoinha é o primeiro território a participar do Programa Horizonte Criativo

Lagoinha é o primeiro território a participar do Programa Horizonte Criativo

Foto: Viva Lagoinha

O bairro Lagoinha, Noroeste de Belo Horizonte, vem passando por um processo de degradação desde os anos 1970, quando as obras do complexo viário serviram como uma espécie de obstáculo entre o bairro e o seu vizinho Centro da cidade. Bares, antiquários e outros negócios que construíram a reputação do bairro quase desapareceram por completo. Hoje, entretanto, em razão de um conjunto de iniciativas locais, mais do que as promessas da iniciativa pública que se arrastam por diferentes gestões, o bairro tem uma chance de se tornar um polo de criatividade e inovação, ocupando espaços em um movimento semelhante ao que ocorreu em outros pontos da cidade, como na Rua Sapucaí, no Floresta, mas com suas peculiaridades, claro.

Cerca de setenta empresas, movimentos sociais, empreendedores e proprietários de imóveis da região se reuniram nesta semana para juntos conhecerem o Programa Horizonte Criativo, criado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) com a finalidade de reunir oportunidades de financiamento para a economia criativa na cidade. O tradicional bairro foi definido como o primeiro território a receber ações, incluindo investimentos para a criação de um ambiente favorável à abertura e expansão de negócios nos locais estabelecidos.

O lançamento do Horizonte Criativo foi realizado no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), na capital mineira, que apresentou o Minas Criativa, linha de capital de giro para micro e pequenas empresas da economia criativa, com taxas a partir 1,16% ao mês. O banco também destacou o Fungetur, na forma de repasse de recursos do Ministério do Turismo, com taxas a partir de 5% ao ano, além da correção monetária pelo INPC.

Ali existe a oportunidade de se valorizar o passado e experimentar futuros. A base de formação da Lagoinha foram imigrantes italianos trazidos à época da construção da capital, no fim do século 19 e início do 20. Suas casas foram construídas em torno de uma pequena lagoa, onde hoje está erguido o Complexo Viário da Lagoinha. Entre as ações previstas pela prefeitura, está a conclusão do tombamento do conjunto de edificações da rua Itapecerica. Entre outros exemplos estão a expansão o Órbi – uma aceleradora de conexões fundada pela comunidade de startups (empresas de base tecnológica) San Pedro Valley, Banco Inter, MRV e Localiza – e o Viva a Lagoinha, uma iniciativa de moradores e empreendedores do bairro, que já está viabilizando diferentes projetos na região.  


Leia mais: 
Hub Social: imposto de renda para projetos sociais
Empreendedorismo de Impacto Social
Capitalismo consciente: bem-estar social para além do lucro
Remederia: “iFood dos remédios” chega a BH
ExOs: o que podemos aprender com Netflix, Airbnb e Tesla
Startups x corporações: a consolidação da economia digital
Nova economia e inovação no jornal Estado de Minas

Compartilhar

X