Hugo Filgueiras: 25 anos, 18 produções científicas, 1 patente

Hugo Filgueiras: 25 anos, 18 produções científicas, 1 patente

Hugo Filgueiras, estudante do Inatel

(Por Inatel*) – Hugo Filgueiras sempre gostou de música, de matemática e de dar aulas. Em Volta Redonda, ainda adolescente, já era professor de violão. Prestou vestibular para a música no Rio de Janeiro, mas como ele mesmo diz “não era o meu perfil”. Decidiu sair do Rio para estudar Engenharia de Telecomunicações no Inatel, no Sul de Minas Gerais. Concluiu a Graduação em 2016, há pouco mais de um mês defendeu a Dissertação de Mestrado em Telecomunicações pelo Inatel e já está no Doutorado. Isso aos 25 anos! E com uma grande conquista: 18 produções científicas, sendo 4 periódicos, 13 artigos em congressos nacionais e internacionais, além de 1 patente.

Esse é o maior número de publicações resultantes de uma pesquisa de Mestrado do Inatel, iniciado em 2001. Vale lembrar que a CAPES (órgão do Governo Federal que regulamenta os programas de Pós-Graduação do Brasil) exige a publicação de apenas um artigo em congresso para a defesa de Mestrado. “Eu realmente me encantei com as telecomunicações e quis estudar cada vez mais. Antes mesmo de me formar, já fiz algumas disciplinas de Mestrado e consegui me dedicar à pesquisa”, conta Hugo.

Ele é pesquisador do Laboratório WOCA (Wireless and Optical Convergent Access) e concentrou os estudos em antenas para as futuras redes celulares 5G, operando na faixa de ondas milimétricas, acima de 20 GHz, com capacidade de reconfiguração. Hugo, juntamente com o Professor Dr. Arismar Cerqueira Sodré Junior e o Pesquisador Tiago Brandão, desenvolveram um método de aperfeiçoamento para o desenvolvimento de antenas baseadas em fendas, capazes de aumentar a banda de operação. As antenas baseadas em fendas geralmente são utilizadas em aplicações de radares de defesa, tais como os Radares M60 e M200 do Exército Brasileiro, os quais foram desenvolvidos em parceria com o Inatel. “O WOCA foi um dos primeiros laboratórios do mundo a propor a utilização desse tipo de antena para telefonia móvel. Durante o mestrado me dediquei ao estudo dessas antenas e foi possível desenvolver soluções que são potenciais para as futuras redes 5G”, conta Hugo.

Professor Arismar, Orientador de Mestrado de Hugo, explica que as antenas desenvolvidas proveem mais banda, mantendo as propriedades eletromagnéticas. “A Dissertação resultou no projeto e fabricação de três antenas com diferentes funcionalidades para cobertura de uma rede 5G: uma antena omnidirecional de alto ganho e outras duas inteligentes e reconfiguráveis”. As antenas propostas atendem os pré-requisitos do Projeto 5G da Universidade de Surrey, na Inglaterra, parceira de pesquisa do WOCA.

Hugo contribuiu na organização do MOMAG 2018, congresso científico na área de micro-ondas sediado no Inatel entre os dias 12 e 15, juntamente com uma grande equipe de pesquisadores e funcionários da instituição de ensino. O pesquisador integra a equipe que ganhou o prêmio de melhor paper do evento na área de Antenas e Dispositivos de RF, juntamente com Tiago Brandão, Andreia Alves, Suzanne Melo, Filippo Scotti, Antonella Bogoni e Arismar Cerqueira S. Jr. Este trabalho foi desenvolvido em parceria com a Scuola Superiore Sant’Anna, da Itália.

O plano agora é dedicar-se ainda mais as pesquisas na área de Telecom no Inatel e tornar-se Professor Universitário. “Sempre me dediquei e minha produção foi grande devido ao ambiente de trabalho que o laboratório WOCA proporciona, com uma equipe muito unida, onde todos contribuem para o desenvolvimento científico. Nada disso seria possível sozinho! Dou uma dica para quem ainda está na Graduação: pesquise sobre o que estuda e busque aplicações para aprender sempre”.

*O Inatel é um centro de ensino, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, criado em 1965, em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas Gerais, conhecida como o Vale da Eletrônica. Foi a primeira instituição de ensino superior de Engenharia de Telecomunicações do Brasil e, atualmente, oferece seis cursos de graduação, pós-graduação lato sensu, cursos a distância e Mestrado em Telecomunicações. Além de formar profissionais, o Inatel transfere tecnologia ao mercado nas áreas de desenvolvimento de software, hardware, consultoria e calibração de equipamentos. Possui parcerias com empresas de tecnologia nacionais e multinacionais. Desde 2016, é unidade Embrapii, responsável por apoiar o desenvolvimento e a inovação no Brasil. Mais informações: www.inatel.br.

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