Entrevista: Claudio Tancredi, da Hitachi Vantara Brasil

Entrevista: Claudio Tancredi, da Hitachi Vantara

Foto: Markus Spiske/Unsplash

(*Por Paola Carvalho)- A Hitachi Vantara – especializada em armazenamento de dados, automação industrial, internet das coisas e análise de dados – agora tem uma filial em Belo Horizonte. Além de Minas Gerais,a regional será a responsável pelo Centro-Oeste, Norte e Nordeste do país. A gigante da tecnologia oferece soluções para clientes em diversos setores, incluindo indústria, energia e distribuição, água, desenvolvimento urbano, finanças, governo e saúde. É subsidiária da Hitachi, Ltd., sediada em Tóquio (Japão), com receita anual que se aproxima dos US$ 82 bilhões e 304 mil funcionários no mundo.

Confira abaixo a entrevista feita com Country Manager da marca, Claudio Tancrendi.

Por que a Hitachi Vanatara escolheu BH para ter uma nova unidade de negócios?

O mercado mineiro sempre foi muito importante para a Hitachi e consideramos que uma presença direta é fundamental para atendê-lo bem. Vamos continuar apoiando nossas revendas locais, pois a Hitachi continua apostando na sua rede de parceiros para alavancar as suas soluções no mercado e passaremos a ter um executivo em Belo Horizonte – o que favorece esse movimento também. Temos grandes clientes na região e eles merecem nosso apoio local.

Quantos funcionários ficarão nesta filial?

A unidade será gerenciada por Marcelo Resende, que já está há 3 anos na empresa e vinha atingindo resultados sensacionais como responsável pelas soluções de análises de dados da empresa. Ele vai atuar como Diretor Regional em nosso escritório, com sede em Belo Horizonte, mas, além de Minas Gerais, atenderá a toda região centro oeste, norte e nordeste. Teremos, a princípio, mais 3 profissionais de pré-vendas e suporte para apoiá-lo nesta operação e temos um plano de crescimento arrojado, ainda para o ano de 2019.

Qual é expectativa de faturamento para MG?

A Hitachi não divulga os dados de faturamento de suas subsidiárias. O que podemos comentar é que a expectativa é que a regional Minas Gerais, em dois anos, represente 15% do faturamento no Brasil.

O que isso representa para a economia do Estado?

Tão importante quanto o faturamento e o que isso representa em termos de giro da economia local, é o tipo de solução que a Hitachi vai disponibilizar no mercado mineiro, sobretudo as relacionadas a IoT ou Internet das Coisas. Esse tipo de solução envolve a integração entre diversos componentes, o que significa uma oportunidade para que outras empresas participem conosco no desenho e implementação das soluções. Isso também tem um grande potencial de alavancar startups, algo que está no DNA de Minas Gerais.

Quais são os principais serviços que a empresa vai oferecer na região?

Continuaremos a promover nosso carro-chefe, que são as soluções de armazenamento de dados , backup e segurança de dados. Mas ampliaremos nossa atuação também para as ofertas mais sofisticadas para que os clientes possam extrair mais valor do enorme volume de dados que hoje qualquer empresa tem à disposição.
Nosso objetivo é que os clientes possam não só armazenar e proteger os dados de forma segura, mas também que consigam transformar esses dados em negócios. Para isso, vamos promover soluções de Big Data e analytics, além de soluções de IoT (Internet das Coisas), sistemas para segurança pública e cidades inteligentes.

Qual a importância deste movimento no momento da empresa?

A Hitachi está num momento ímpar da sua história na busca pela liderança no segmento de IoT. A Hitachi Vantara é a principal subsidiária do grupo para alcançar esse objetivo. Na América Latina, estamos muito bem num plano desenhado no ano passado para dobrar o faturamento local em 2 anos. A abertura da regional Minas Gerais é um passo fundamental para concretizar esse plano.

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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