Diversidade é alavanca de performance, segundo McKinsey

Diversidade é alavanca de performance, segundo McKinsey

Rawpixel/Unsplash

(Paola Carvalho*) – Empresas com diversidade de gênero são 15% mais propensas a ter performance superior; com diversidade étnica, 35%. Os dados constam de uma publicação da McKinsey&Company – uma das maiores consultorias empresariais globais. Embora a correlação não signifique uma consequência inevitável (a maior diversidade de gênero e de etnia na liderança corporativa não se traduz automaticamente em mais lucros), ela indica que, quando as empresas se comprometem a ter uma liderança diversificada, elas são mais bem-sucedidas.

A mineradora Anglo American realizou nesta semana, em Belo Horizonte e em outras unidades do mundo, o Everyone Day, com participação de renomados especialistas nas temáticas de etnia, identidade, gênero e deficiência. A ideia é a de criar um ambiente de trabalho seguro e positivo, onde cada indivíduo é valorizado pelas suas características e tem condições de desenvolver o seu potencial. Confira reflexões que foram destaque durante o evento.

“A questão da diversidade é de todos nós. Não precisa ser o outro para fazer algo. Sentir-se parte te faz participar mais. Por isso é importante levantar bandeiras” – Reinaldo Bulgarelli, educador que levou para a AngloAmerican o debate sobre a questão LGBTI+.

“As desigualdades no mercado de trabalho brasileiro se dão desde a entrada até a ocupação dos altos cargos. Hoje em dia, no Brasil, as mulheres ganham em média 23% a menos do que os homens pelas mesmas funções” – Joanna Burigo, fundadora da Casa da Mãe Joanna.

“O perfil racial das 500 maiores empresas do Brasil diz que quanto mais alto o cargo menos negros o ocupam”, Patrícia Santos, fundadora da Empregueafro.

“Por que as empresas contratam pessoas com deficiência? Por existir lei, cota, meta, obrigação. Mas o contratante precisa mudar o comportamento e pensar que ele pode transformar a vida dessa pessoa. A lei de cotas é importante, porém, tem que ser transitória” – Carolina Ignarra, consultora de inclusão de profissionais com deficiência.

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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