Thomas Eckschmidt, cofundador do Capitalismo Consciente, lança guia

Thomas Eckschmidt, cofundador do Capitalismo Consciente, lança guia

Thomas Eckschmidt, cofundador do Capitalismo Consciente Brasil – Crédito: Divulgação

(Por Paola Carvalho*) – O Voo para uma nova economia – projeto da editora Voo que leva, para indivíduos e organizações, palestras e dinâmicas relacionadas à economia do século XXI – traz a Belo Horizonte Thomas Eckschmidt, cofundador do Capitalismo Consciente (foto acima).

O encontro será na terça (27), às 19h, na A Central (Praça Rui Barbosa, 104). Inscrições aqui.

A teoria sobre “capitalismo consciente” vem norteando empreendedores da nova economia. Esqueça o tripé “missão, valores e visão”, que passa a ser visto como um roteiro forçado – e não muito sincero na prática – para convencer clientes e funcionários sobre a imagem da empresa. Todas as partes interessadas, estando dentro ou fora da organização, querem mesmo é enxergar, com transparência, o que está por trás de um CNPJ.

O novo paradigma (ainda em desenvolvimento, é preciso dizer) contempla, simultaneamente, valores para todos os envolvidos, promovendo prosperidade e interligando cadeias de forma mais justa e equilibrada. Os negócios não se restringem apenas à geração de lucro e manutenção de empregos, mas também a valores de bem-estar social. Afinal de contas, o lucro deixa de ser objetivo para ser consequência.

Agora, são quatro pilares:

PROPÓSITO MAIOR

o propósito de uma empresa deve ser muito mais do que simplesmente gerar lucros: é a causa pela qual a empresa existe.

​ORIENTAÇÃO PARA STAKEHOLDERS

um negócio deve gerar diferentes valores para todas as partes interessadas (stakeholders).

​LIDERANÇA CONSCIENTE

líderes são responsáveis por servir ao propósito da organização criando valor para todos os seus stakeholders e cultivando uma Cultura Consciente de confiança e cuidado.

​CULTURA CONSCIENTE

É a incorporação dos valores, princípios e práticas subjacentes ao tecido social de uma empresa. Ela conecta osstakeholders uns aos outros e também ao seu propósito, pessoas e processos.

Nem é uma novidade, mas se consolidou com o estudo do professor Raj Sisodia, em conjunto com David B. Wolfe e Jagdish N. Sheth, que deu origem ao livro Empresas humanizadas: pessoas, propósito e perfomance. A partir daí surgiu um movimento mundial espontâneo, com criação de organizações sem fins lucrativos para difundir ideias em todo o mundo. Entre os exemplos de destaque está o Whole Foods Market (varejista americana de alimentos naturais) e a The Body Shop (cosméticos naturais).

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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