Novas rotas de cabos submarinos conectam o Brasil à internet

Novas rotas de cabos submarinos conectam o Brasil à internet

Reprodução

(Por Paola Carvalho*) – Acaba de entrar em operação o South Atlantic Cable System (SACS), cabo submarino da multinacional Telecom Angola Cables, o primeiro a transferir dados entre Brasil e África. É hoje a rota mais direta, rápida e segura para o tráfego da internet no Hemisfério Sul. Agora, os provedores de serviços de dados das duas regiões deixarão de ser dependentes das tradicionais e sobrecarregadas rotas de tráfego do Hemisfério Norte.

Confira o mapa aqui.

De acordo com o gerente comercial da Angola Cables Brasil, André Martins, o SACS traz ainda ao Brasil uma conectividade inédita à Europa, via África, de forma privada, ou seja, sem precisar passar obrigatoriamente pelos Estados Unidos. Ele ainda destaca que o diferencial é a baixa latência: velocidade cinco vezes maior. A transmissão de Fortaleza para Luanda, por exemplo, antes feita em 350 milissegundos, passa para 63 ms.

E não para por aí. O SACS permite novas extensões, conforme disse o CEO da Angola Cables, António Nunes. “Trata-se de um mundo de oportunidades, na medida em que as portas se abrem também ao continente asiático. Estamos criando uma nova rota rumo à Ásia”.

O crescimento exponencial de interconexões provoca um boom de cabos submarinos. Também foi recém-anunciada a conclusão da instalação de outro importante cabo, ligando Fortaleza (Brasil) e Camarões (África), pelo Consórcio South Atlantic Inter Link (SAIL). O projeto prevê o uso de tecnologia de transmissão 100G.

Com o veloz avanço no tráfego mundial de internet, a América Latina e a África tornam-se mercados emergentes estratégicos para a indústria global de telecomunicações. Enquanto o SACS foi construído e implantado pela renomada companhia japonesa NEC, o SAIL é um investimento da China Unicom e da Camtel, realizado pela Huawei Marine Networks, fornecedora líder global na indústria de cabos submarinos.

Uma questão que fica: a queda dos custos para o tráfego de dados, gerando economia para as operadoras, implicará em redução do preço para o cliente? As empresas de cabeamento garantem que esse seria o resultado para o consumidor final.

*Conteúdo da coluna Fora da Caixa, veiculado todo sábado na edição impressa do jornal Estado de Minas. Confira também os canais de vídeopodcast e instagram.

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