Em 2018, foco nos Xennials - Blank Space

Em 2018, foco nos Xennials

Este é o ano em que o maior poder de consumo estará nas mãos dos Xennials, os nascidos de 1977 a 1983. Eles estão entre as gerações X (1965 a 1978) e Y (1979 e 1993, também chamados Millennials) – o nome vem da aglutinação do X com o sufixo da palavra Millennials. Surgiu daqueles que tinham o sentimento de não pertencimento às duas classificações por terem tido uma infância e adolescência predominantemente analógica e início da vida adulta, porém, digital. Relatório da consultoria Accenture revela que o patrimônio desse grupo vai dobrar nos próximos dez anos.

Tiago Gamaliel: estrategista e analista de tendências | Foto: Márcio Rodrigues

“Entramos em um mundo pós hipster (urbano e descolado), onde a geração de 30 a 40 anos, que vinha apanhando do mercado de trabalho, alcançou estabilidade e está segura e disposta a gastar mais”, afirma o estrategista e analista de tendências Tiago Gamaliel. Para ele, a salada no pote, as ilustrações botânicas, as marcas de designers locais, os produtos artesanais, por exemplo, deixaram de ser “ondinha” e ganharam roupagem profissional. Os valores e gostos adquiridos, no entanto, se fortaleceram.

Portanto, entre os negócios mais promissores tem a ver com o que Xennials querem consumir: gastronomia com foco no lazer e em experiências, objetos de decoração para casa e vestuário autênticos, ou seja, comprometidos com valores éticos. “O mindset (pensamento) da nova economia – voltado ao coletivo, ao compartilhado, ao acesso em vez da posse – deixa de ser fetiche para aquele que promovia o assunto mas não tinha dinheiro. As pessoas fazem parte deste novo contexto de forma mais ampla e potente”, analisa Gamaliel. Em relação à tecnologia, falar de aplicativos e de soluções na ponta dos dedos já é ultrapassado. Agora é a vez das funcionalidades ativadas por reconhecimento de voz e interfaces visuais.

Para o empreendedor fica o desafio de entender o que ele pode oferecer para além da obviedade de seu produto ou serviço. “Entregar bem é o mínimo que se faz. E quais são as emoções, valores e angústias que ele pode resolver? O que tem de especial?”, questiona. Essas são respostas a serem trabalhadas neste 2018 que segue.

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