Nubank: terceiro unicórnio brasileiro - Blank Space

Nubank: terceiro unicórnio brasileiro

Divulgação/Nubank

O Nubank, líder em tecnologia de serviços financeiros digitais na América Latina, torna-se o terceiro unicórnio brasileiro: startup (empresa de base tecnológica com produto escalável) avaliada em mais de US$ 1 bilhão. Acabou de anunciar que levantou aporte de US$ 150 milhões por meio de um fundo liderada pelo DST Global, do megainvestidor russo Yuri Milner. Desde a sua fundação, em 2013, o Nubank captou quase US$ 330 milhões em seis rodadas de investimentos.

O primeiro unicórnio foi a 99, em janeiro, ao ser comprada pela empresa chinesa de transportes Didi Chuxing. No mesmo mês, a PagSeguro abriu o seu IPO em Nova York, tornando-se o segundo.

O recurso vai permitir que a empresa, que tem 3 milhões cartões de crédito roxinhos emitidos no país, acelere sua transformação em um banco digital. No início do ano, o presidente Michel Temer assinou decreto que autorizava o Nubank a não mais ter a obrigatoriedade de parcerias com bancos brasileiros para captar recursos e oferecer crédito, entre outras práticas.

Os recursos levantados pela empresa na nova rodada seriam destinados a emitir mais cartões de crédito, além de tornar a companhia menos suscetível à inadimplência dos clientes.

Em janeiro, em entrevista exclusiva ao Fora da Caixa/Estado de Minas, o fundador e presidente executivo do Nubank, David Vélez, disse que o objetivo da empresa é atender dezenas de milhões de brasileiros com um serviço financeiro inovador.

O Nubank nasceu com a meta de alcançar 1 milhão de clientes em cinco anos e hoje, antes mesmo de completar o período, já atingiu a marca dos 3 milhões. Começou em uma casinha de 130 metros quadrados no Brooklin (SP) e agora ocupa um prédio de 9 mil metros quadrados em Pinheiros (SP) – um endereço, ou agência se preferir, para atender clientes de todo o país. Conta com mais de 800 funcionários, ou melhor, “nubankers” como se autodenominam, entre eles Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central. A receita anual – avaliada e não confirmada – gira em torno de 500 milhões de reais.

O fundador, o colombiano David Vélez, de 36 anos, desenhou a sua trajetória para nunca ter um chefe. Aos 18 anos ingressou na Universidade Stanford, na Califórnia (EUA), peça-chave do Vale do Silício. Mas não pense que seu primeiro trabalho foi criar uma startup em uma garagem. Não. Trabalhou como funcionário, mais especificamente como analista do Morgan Stanley, empresa de serviços financeiros sediada em Nova York.

Quando em 2011 se mudou para São Paulo, com o desafio de encontrar oportunidades de investimento no mercado latino-americano para um fundo da Sequoia (aquele que deu o primeiro milhão de dólares para Steve Jobs impulsionar a Apple), se deparou com um problema: a dificuldade de abrir uma conta bancária no Brasil. Foi aí que levou para a mesma Sequoia o projeto de abertura de um banco 100% digital no país.

Confira a entrevista aqui.

David Vélez, Nubank

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