Investidores-anjos e aceleração de startups - Blank Space

Investidores-anjos e aceleração de startups

Como forma de não se limitar às alternativas convencionais de investimentos, especialmente em produtos do mercado financeiro, detentores de recursos aplicam cada vez mais o seu dinheiro em startups (uma forma temporária de organização em busca de um modelo de negócio escalável, operando em ambiente de incerteza). Com diferentes possibilidades, que vão do baixo risco à alta recompensa, é possível multiplicar aportes iniciais. A expectativa, mesmo diante do pessimismo sobre o desempenho da economia brasileira, é que o volume total de investimentos feitos em startups bata recorde neste ano. Segundo uma pesquisa da Anjos Brasil, 2016 atingiu a marca de R$ 851 milhões, 9% a mais do que o registrado em 2015.

Existem hoje, ainda conforme levantamento da entidade, cerca de 7 mil investidores-anjo no Brasil. São, normalmente, pessoas físicas que aplicam recursos próprios. E que, além do dinheiro, também emprestam a sua experiência, o seu conhecimento e a sua rede de relacionamentos. Como um investidor-anjo encontra uma startup e vice-versa? Uma das maneiras é por meio de programas de aceleração, como o Seed (Startups and Entrepreneurship Ecosystem Development), do governo de Minas, e o Fiemg Lab, ligado à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. O que o investidor-anjo leva em consideração? Entre os principais fatores estão: a equipe, o potencial de escalabilidade, o conhecimento sobre o mercado, a participação no ecossistema e, sim, quem já falhou e enxerga o aprendizado por trás dessa experiência.

Existem cerca de 40 aceleradoras no país, de acordo com pesquisa do Centro de Estudos de Private Equity da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que juntas já contribuíram com 1,3 mil startups. Na última quarta (13), durante o Fiemg Lab for Investors, evento realizado com o objetivo de gerar conexões, o gestor Fábio Veras reiterou que é necessário “alfabetizar o mercado convencional sobre a cultura de investimento implantado pelas novas empresas de base tecnológica”. Também aconteceu a entrega de R$ 1,145 milhão aos quinze aprovados para a terceira fase do projeto da federação das indústrias. Veja abaixo.

Startups integrantes do Fiemg Lab
Conheça 15 startups aceleradas pelo Fiemg Lab e o que elas fazem
1. Agrowet: sistema de controle de irrigação remoto.

2. AS31: selo para monitoramento de alimentos que garante segurança alimentar.
3. Biomimetic Solutions: fabricação de órgãos e tecidos humanos em 3D.
4. eBidOne: plataforma de gestão orçamentária voltada para a indústria.
5. Holobox: projetor de hologramas (imagens tridimensionais).
6. indWise: software para gestão da produtividade nas indústrias.
7. Kcollector: solução que transforma o celular em um coletor de dados.
8. Kriativar Educação Tecnológica: plataforma digital para que alunos desenvolvam habilidades de escrita e desenho, e compartilhem as atividades com educadores, pais e responsáveis.
9. Logmax Inteligência Logística: software para integração e compartilhamento entre cliente e ferrovia.
10. NextAgro: sistema de controle de pivô de irrigação.
11. Psicologia Viva: marketplace que conecta psicólogos a pacientes para atendimentos online.
12. Reaver: plataforma de automação da análise, cobrança e recebimento de dívidas por parte de empresas.
13 Sales Creator: gestão de todo o processo que envolve o marketing de influenciadores.
14. Scanner Bovino: aplicativo para gestão de rebanhos.
15. 3D Virtual Care: plataforma de realidade virtual para reabilitação humana que conecta terapeuta e paciente.

Wellington Teixeira Santos, presidente do Sindinfor e sócio da 3D Virtual Care

“Temos um conjunto de players sintonizados numa ‘linha de montagem’ que gera a comunidade de startups. Essa linha precisa estar funcionando bem com talento, demanda e desenvolvimento para a atração de mais investimentos”, afirmou Wellington Teixeira, sócio da startup 3D Virtual Care e presidente do Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais (Sindinfor).

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