Futuro encontrado no "lixo" - Blank Space

Futuro encontrado no “lixo”

É comum a embalagem dos produtos trazerem símbolos de orientação para reciclagem. Por outro lado, é raro que materiais não mais úteis ou indesejados tenham descarte correto. O fim da maioria desses artigos acaba sendo mesmo os lixões e aterros sanitários. Uma triste e comum realidade já que um grande volume de matérias-primas poderia ser trabalhado e transformado em novos bens. Já vemos alguns bons exemplos dessa chamada “economia circular”, que joga luz para o fato de o futuro dos mercados estar no lixo. É um caminho necessário e é preciso ter pressa. De acordo com levantamento do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), usamos os recursos naturais 1,5 vez mais rápido do que a capacidade de regeneração do planeta Terra.

Atravessamos um processo de esgotamento de matérias de origem mineral, vegetal e animal. Mais do que nunca, o desperdício gerado ao final da cadeia de produção e consumo não faz o menor sentido. O que é descartado hoje passa a ser uma fonte alternativa abundante de recursos para produzir o que compramos. Algumas marcas estão optando por começar a sua história por esse fim, o da matéria-prima que já encerrou um primeiro ciclo, mas que pode ter o segundo, de forma sustentável e limpa. E se orgulham disso. É o caso da belo-horizontina ReWine, que nasceu da ideia de usar garrafas vazias de vinho para produzir objetos de design para decoração de ambientes.

Chegará um tempo em que a disseminação da consciência pelo desperdício zero exigirá adaptações de quem ainda comercializa um produto que não pode ser transformado, reciclado ou compostado. E que empresas que nasceram do “lixo” terão maior valor. Será? Torcemos.

 

bhavyesh-acharya-unsplash

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