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Mercado imobiliário, comida e design

Diego Bolson: Foodlosofia

Diego Bolson deixou o Brasil rumo ao méxico com a família aos dez anos. Desde então já visitou quase 50 países, em todos os continentes do mundo. Hoje, aos 34 anos, é designer thinker, ou seja, aplica a “caixa de ferramenta” de um designer para criar experiências de consumo, que vai de um produto a um shopping ou todo um distrito. Atualmente, voltou a fincar o pé em território mexicano, onde fica a sede de sua empresa, a Foodlosofia. Mas tem trabalhos ramificados em Singapura, Estados Unidos, Colômbia, Alemanha, Inglaterra e Brasil.

Na área imobiliária, trabalha com o real state innovation, o que seria a estratégia do designer aplicada em um projeto imobiliário. Não estamos falando aqui de uma planilha de custos e projeções de lucro, seguida de um desenho arquitetônico. Mas sim de um metodologia, por meio do design thinking, que pensa nos consumidores e nas pessoa de forma ampla e agregadora. “Todo projeto precisa de um conceito reitor, um significado para ele. Quando se sabe o propósito, todas as decisões constroem valor em uma mesma direção”, disse, após aula no curso Building the Future (construindo o futuro), realizada nesta semana em Belo Horizonte.

A trajetória de Bolson é importante para entender a base do que já tem sido cultivado por novos empreendimentos. Para ele, o capitalismo é o reflexo da necessidade humana de acumular riquezas. E isso não teria fim. Entretanto, ao mesmo tempo, estaríamos descobrindo que o capitalismo precisa de um propósito. “Não é uma antítese. É possível existir um negócio onde não apenas se lucra em cima do outro”, destacou. “A gente só precisa usar mais a criatividade e ter mais ferramentas críticas para formar conceitos reitores.” Nesse contexto, os shoppings centers, por exemplo, perderam apelo, se transformaram em cubos de comercialização, com leituras monótonas, conforme a sua análise. “É preciso repensar os espaços para uma nova dinâmica social. A socialização não tem mais a ver com a presença das pessoas”, pondera.

Por que a empresa se chama Foodlosofia? Porque Bolson também acredita que o alimento tem protagonismo no que norteia hoje o mercado imobiliário e diferentes outros setores da economia. Ele fala sobre comida, e sustentabilidade, entre outros assuntos, na entrevista a seguir.

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