Consumo consciente: o outro lado da moeda - Blank Space

Consumo consciente: o outro lado da moeda

Foto/Unsplash

Capitalismo consciente, aquele que busca o bem-estar social para além do lucro, foi o tema na última coluna (24/03). E gerou polêmica. Se de um lado há quem ache ilusão, de outro existem empreendedores que levam para a prática a teoria de que o lucro é resultado de uma gestão realizada com eficiência e que atende todas as partes interessadas, incluindo a sociedade. Mas esta responsabilidade social não está apenas nas mãos apenas de quem ocupa os cargos de liderança do universo corporativo. O consumidor tem grande poder de transformação – tão importante quanto o da empresa onde possa trabalhar. As suas escolhas cotidianas influenciam a vida de pessoas e, consequentemente, de negócios. É aí que entra uma outra expressão, que deveria fazer parte do vocabulário do dia a dia, a cada momento que se abre a carteira: consumo consciente.

Segundo o Instituto Akatu, organização não governamental sem fins lucrativos que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade, consumo consciente não é deixar de consumir, mas sim realizar compras de uma forma diferente. Como? Confira alguns princípios: planejar a compra; avaliar os impactos do consumo para o meio ambiente e a sociedade; consumir apenas o necessário; não comprar outra vez o que você pode consertar, transformar e reutilizar; procurar saber e valorizar as práticas de responsabilidade social das empresas; não comprar produtos piratas ou contrabandeados; enviar sugestões e críticas às empresas sobre seus produtos e serviços; sensibilizar outros consumidores; refletir sobre os seus valores.

É possível, sim, sair do modo automático e muitas vezes impulsivo caso você pare e reflita para além da compra do objeto de desejo. Vale conhecer a história envolvida e se dar conta do poder de transformar a sociedade, a economia e o meio ambiente. O Instituto Akatu tem seis perguntas para te ajudar a consumir de forma consciente que podem ser somadas a outras: Por que comprar? O que comprar? Como comprar? De quem comprar? Qual é a origem? Como usar? Quanto tempo vai durar? Quanto de lixo vai gerar? Como descartar? É uma microrevolução particular que pode reverberar.

*Texto publicano na edição do jornal Estado de Minas do dia 03/03

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