Comprar bitcoin em 2018? - Blank Space

Comprar bitcoin em 2018?

As criptomoedas, ou “dinheiro virtual”, se tornaram legítimas neste ano. Compre a estrela do mercado, a Bitcoin. Lançada em 2009, ela começou o ano valendo 998,33 dólares, bateu 20.089 dólares em 17 de dezembro, e caiu para 16.163 dólares no último dia 27 (dia do fechamento desta coluna). Ou adquira Ethereum, Ripple, Litecoin… Hoje já são 1.379 em circulação no mundo, com capitalização em torno de 600 bilhões de dólares, segundo o site de cotações www.coinmarketcap.com. Mas, espera. Atenção! Não como um investimento e sim como aprendizado.

 

Os pontos negativos a se ponderar são muitos, a exemplo do custo de até 10 dólares para cada transação, demora para concretizar a transferência, aplicativos de monitoramento e transações difíceis de serem usados, corretoras levam muito tempo para receber o seu dinheiro e, não raro, saem do ar, as oscilações são significativas, as interpretações são muitas. Por outro lado, também é possível enumerar pontos que pesam para uma balança positiva: enviar dinheiro para fora do país de forma simples e barata, privacidade, funcionamento contínuo (não existem dias úteis), é internacional e por aí vai.

Em alguns lugares, as criptomoedas podem ser usadas para pagamentos em comércios, quitações de carro e casas. Em Belo Horizonte, por exemplo, já compra-se cerveja e hambúrguer com bitcoins, na cervejaria Sátira e na hamburgueria Duke’n’Duke.

O principal ponto talvez seja o conhecimento sobre a tecnologia Blockchain (cadeia de blocos, em português, mas também conhecida como protocolo de confiança), criada para dar suporte ao Bitcoin. É um sistema que pode evitar processos e custos para diferentes setores, como seguradoras, telecomunicações ou administrações públicas. Não existe um “dono” dos registros, pois possibilita a distribuição de informações digitais através de uma espécie de livro-razão, de forma pública, compartilhada e universal, que armazena todas as operações e que não pode ser modificado, nem manipulado, e sem intermediários. Qualquer computador conectado à essa rede tem a tarefa de validar (a verificação é feita por criptografia) as transações.

O entendimento quanto à complexidade técnica pode desencadear mudanças na intenção de se ter e usar criptomoedas. Elas podem – e até deveriam, de acordo com o propósito inicial – ser transacionadas em uma rede de pessoas, empresas e locais que não tenham o objetivo de fazer a conversão para o dólar, ou outra moeda, incluindo o real, claro. Não precisam ser vistas como um produto do mercado financeiro tradicional, um investimento a ser acumulado; mas sim como uma moeda para de fato circular no dia a dia, se aproximando mais do conceito de escambo do que de ações negociadas em bolsas de valores.

Vivemos em uma era digital, usando uma moeda da era industrial. As criptomoedas podem não ser a solução, mas cumprem o importante papel de serem uma alternativa ao atual (antigo?) modelo econômico, concentrado em poucos bancos que muito lucram por intermediar operações financeiras.

Mais do que pensar em investimento, se você acredita no potencial das criptomoedas compre-as e tente usá-las. Gaste o valor de um curso, de livros. Mesmo que você perca o dinheiro, é certeza absoluta que ganhará conhecimento. E cuidado! Esquemas de pirâmides e outras falcatruas ocorrem com qualquer moeda.

 

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