Colaborativo e compartilhado: global e local - Blank Space

Colaborativo e compartilhado: global e local

Há quem diga, em uma visão mais extrema, que o capitalismo poderá perder a sua dominância em meados deste século, dando lugar à economia colaborativa e compartilhada. Qual o motivo? O lucro das corporações está caindo, o tradicional sonho de enriquecimento financeiro está sendo substituído pelo de uma qualidade de vida sustentável, a ideia de propriedade enfraquece enquanto o da experiência fortalece, e o mercado baseado em escassez já está posto.

Diante da limitação de recursos, as pessoas passam a compartilhar bens e a consumir produtos e serviços sem necessariamente comprá-los. Além disso, a propagação desse interesse colaborativo provoca nos personagens da economia uma vontade de se conectar com os outros e, de fato, dividir, emprestar… Sai a necessidade de posse, entra a vontade do acesso.

Se antes ter um carro era símbolo de status, hoje não tê-lo e fazer uso de serviços compartilhados como Uber e Cabify, é o que faz a pessoa, digamos assim, descolada. Se antes hospedar-se em hotel estrelado no exterior era o máximo, hoje ficar em um apartamento Airbnb é mais ainda. Mas a questão é a imagem? Não mesmo.  Os valores em pauta são outros.

Não precisamos nos ater aos grandes e gringos. Aqui em Belo Horizonte o comportamento consciente do consumidor chegou à moda. A Mudaria, que fica na Casa Imaginária, no Santo Antônio, é um armário coletivo onde você pode emprestar roupas e pegar outras que gostaria de ter em seu guarda-roupa por um tempinho. Paga-se uma assinatura mensal, de R$ 60,00, e assim é possível marcar horário e alugar uma peça de cada vez, quantas vezes quiser. E este é só um exemplo.

 

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